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- Curitiba e a Sustentabilidade
É fato que Curitiba é reconhecida pelo verde espalhado pela cidade, que tem muitos parques que colaboram para evitar enchentes e minimizar danos causados pelas chuvas. Também é sabido que a capital paranaense possui mais área verde por habitante do que a OMS recomenda, o que gerou o título de “cidade verde”, se tornando referência para estudos de sustentabilidade. Mas será que fica por isso mesmo ou tem mais? Resultado de quatro décadas de legislação e aplicação de políticas públicas municipais preocupadas com a sustentabilidade e preservação de áreas verdes no presente e futuro, os parques foram a solução para evitar alagamentos, pois eles atuam como reservatórios de água e contribuem na minimização de danos, além de assoreamento, poluição dos rios e impedem a ocupação irregular em suas margens além de servirem ao bem estar da população. Curitiba possui aproximadamente setenta metros quadrados de área verde por pessoa, muito acima dos doze metros quadrados ideais previstos pela OMS (Organização Mundial da Saúde), resultando em mais de 13 milhões e 899 mil m2 de áreas verdes. Esta quantidade estrondosa da cidade verde é a soma das mais de mil unidades de Conservação da Prefeitura, distribuídas entre parques, bosques Nativos e Relevantes, Bosques em propriedades particulares, bosques de Conservação da Biodiversidade Urbana, Jardim Botânico, Zoológico, centenas de árvores de rua e de praças, largos, pequenos jardins, jardins ambientais, eixos de animação (locais que podem ser cuidados por pessoas físicas ou jurídicas), Áreas de Proteção Ambiental e Estações Ecológicas, Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (RPPNMs) e o Museu de História Natural Capão da Imbuia. Todo este ativo ambiental colabora com o desenvolvimento e preservação da fauna local, estima-se que abrigam mais de 350 espécies de animais silvestres. Há indícios que o português Raphael Pires Pardinho, que é homenageado em uma das praças da cidade, foi a primeira autoridade a se preocupar com o meio ambiente e sustentabilidade de Curitiba, determinando aos habitantes alguns cuidados com a natureza, como ter a obrigação de limpar o Ribeiro (atual Rio Belém), evitando a concentração de água em frente à igreja matriz, também decretou que as casas deveriam ser cobertas por telhas e não poderiam ser construídas sem autorização da Câmara, as ruas que já tinham sido iniciadas deveriam ser continuadas e aos poucos as pessoas se tornaram mais conscientes sobre cortes de árvores, assim como Raphael Pires visionava o crescimento da região com sustentabilidade econômica. A sustentabilidade da cidade foi desenvolvida durante anos com as ações conjuntas de peças fundamentais para o resultado: todos habitantes, órgãos públicos e privados. A fama da cidade sustentável se espalhou nacionalmente e internacionalmente e, conforme consta no site Estúdio Folha da Uol (EFU), Curitiba possui destaque nos rankings das cidades mais inteligentes do Brasil, da América Latina e mundial. Recentemente foi apontada como a cidade mais sustentável da América Latina e a 14º do mundo pelo ranking de Cidades Sustentáveis desenvolvido pela Corporate Knights que analisou 50 cidades do mundo, o resultado foi publicado na revista canadense Corporate Knights. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Ao observar o IDSC-BR (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades) pela ferramenta lançada no início de julho de 2022, Curitiba recebeu a pontuação de 60.12, ficando em 104ª posição comparando com todas as cidades do país, 3ª ao observar apenas as capitais dos estados e 3ª do estado do Paraná. Este resultado foi influenciado por quesitos que requerem grandes desafios para a cidade sendo eles: “Erradicar a fome”, “Saúde de qualidade”, “Educação de Qualidade”, “Igualdade de Gênero”, “Reduzir as desigualdades”, “Cidades e Comunidades Sustentáveis” (indicador baseado em moradia e transporte de pessoas de baixa renda, mais detalhes(1)), “Paz, justiça e Instituições eficazes”; e alguns desafios para “Erradicar a pobreza”, “Água potável e saneamento”, “Energias Renováveis e Acessíveis”, “ Trabalho digno e crescimento econômico”, “Produção e consumo sustentáveis” (coleta e recuperação de resíduos, mais detalhes(2)), “Proteger a vida terrestre” (áreas florestadas naturais, conservação de proteção integral e uso sustentável, mais detalhes(3)), “Parcerias para a implementação dos objetivos”. E ainda observando o IDSC-BR, a capital paranaense tem grande destaque positivo com os ODS’s (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) comprometidos com a ONU (Organização das Nações Unidas) com “Indústria, Inovação e Infraestruturas”, “Ação Climática” e “Proteger a vida marinha” que já estão cumpridos (é necessário que permaneça assim para a “conclusão” da meta). Curitiba, segundo EFU, se tornou referência para estudos sobre sustentabilidade e responsabilidade social corporativa servindo de modelo para outras cidades sustentáveis e está ampliando o incentivo de desenvolvimento urbano, sustentabilidade, tecnológico e ao empreendedorismo com diversas iniciativas que colocam Curitiba como referência em Cidades Inteligentes já preocupada com as áreas que apresentaram maiores desafios do IDSC-BR realizando as ações: Novo Inter 2: frota de ônibus elétricos e pontos de ônibus autossustentáveis com wi-fi gratuito e energia solar. Projeto caminhar melhor: melhoria da acessibilidade e promoção da mobilidade ativa. Bairro novo do Caximba: primeiro bairro inteligente do Brasil com boas práticas ambientais e moradias para mais de mil famílias contando com estímulo à economia circular com capacitação dos moradores. Energia renovável: até 2023, 60% da energia consumida pelos equipamentos municipais serão renováveis e geradas pelo município. Tecnoparque: ao pensar na sustentabilidade empresarial, realizou o primeiro parque de software do Brasil reunindo mais de 110 empresas, no qual elas recebem o incentivo de redução de 2% a 5% de Imposto Sobre Serviços (ISS). Redesim: tem a finalidade de facilitar a abertura de um negócio, reunindo diferentes órgãos de uma empresa (secretarias municipais, Junta Comercial e Receita Federal). Muralha digital, policiamento aliado a tecnologia da informação: a Central de Controle Operacional é conectada a cerca de 1.400 câmeras instaladas em locais estratégicos em viaturas e nos uniformes da Guarda Municipal. Fala Curitiba: programa onde o cidadão colabora na decisão de quais áreas receberão investimentos de recursos públicos, conforme a ODS nº11 que é “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.” Curitiba app: que reúne mais de 600 serviços municipais. Programa de agricultura urbana: inaugurada em 2020, a Fazenda Urbana ocupa área de mais de 4 mil m2 com plantios de alimentos sem agrotóxico e serve de cenário para cursos gratuitos de cultivo de hortaliças. O programa também inclui 115 hortas urbanas e o projeto Jardins de Mel que possui diversas colmeias em várias regiões da cidade, enfatizando a importância das abelhas para o equilíbrio da biodiversidade do planeta. Desta forma, Curitiba tem o propósito de firmar os cinco grandes pilares de inovação: Reurbanização e sustentabilidade Educação empreendedora e digital Tecnologia Integração e articulação do próprio ecossistema de inovação Governança, legislação e incentivos fiscais Essas iniciativas do Vale do Pinhão - que já atendem os requisitos ODS’s – visa melhorar a qualidade de vida dos moradores e empreendedores de Curitiba. “Curitiba vem ganhando destaque como um lugar voltado para o futuro, de forma inteligente, sustentável e humanizada.” Segundo Cris Alessi, presidente da Agência de Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, para EFU. Além disso, a prefeitura de Curitiba incentiva moradores terem árvores plantadas e a preservarem dentro dos limites do lote com redução no IPTU, são necessários o cadastramento e a aprovação. O que você achou sobre a sustentabilidade de Curitiba? Você acha que todos os prefeitos deveriam incentivar os moradores a terem e preservarem árvores em seus lotes? Conte-nos já a sua opinião nos comentários. Notas 1) Quesito da IDSC considera “Cidades e comunidades sustentáveis” sendo: Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Através de: Percentual da população de baixa renda com tempo de deslocamento ao trabalho superior a uma hora; Mortes no trânsito; População residente em aglomerados subnormais; Domicílios em favelas; Equipamentos esportivos; Percentual da população negra em assentamentos subnormais. 2) Quesito da IDSC considera “Consumo e produção responsáveis” sendo: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Neste, apesar de ter 3 indicadores, apenas um foi reprovado: Recuperação de resíduos sólidos urbanos coletados seletivamente. Os indicadores aprovados deste quesito são: Resíduos domiciliares per capita; População atendida com coleta seletiva. 3) Quesito da IDSC considera “Proteger a vida terrestre” sendo: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. Com os indicadores: Taxa de áreas florestadas naturais; Unidades de conservação de proteção integral e uso sustentável; sendo este atendido parcialmente. Grau de maturidade dos instrumentos de financiamento da proteção ambiental; sendo este atendido Texto escrito por Fabiana Mercado Pós graduada em Comunicação e Marketing Digital, formada em Publicidade e Propaganda, acumula mais de 9 anos na área, colunista do Zero Águia, curiosa, preza o respeito a todas as pessoas independente de características. Nas horas vagas pratica corridas com o apoio da equipe Superatis. Adora conhecer novas pessoas e lugares, ama viajar e possui um projeto denominado Desbravando Capitais com o marido para morar e vivenciar durante um mês em todas as capitais brasileiras nos próximos anos. Fontes: https://educacao.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-origem-guarani-kur-yt-yba/4605 https://www.instagram.com/desbravando_capitais/ https://www.catedralcuritiba.com/ https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/estatua-do-cacique-tindiquera-vai-voltar-ao-bairro-alto-mas-outra-sera-colocada-na-praca-tiradentes-f1912qb61zbw5059br8at95kj/ https://www.fotografandocuritiba.com.br/2016/09/a-escultura-fundacao-de-curitiba-de.html https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/historia-fundacao-e-nome-da-cidade/207 https://curitibaspace.com.br/praca-ouvidor-pardinho/ https://idsc.cidadessustentaveis.org.br/rankings https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticia/indice-de-desenvolvimento-sustentavel-das-cidades-permite-ver-onde-estao-os-maiores-problemas-urbanos https://estudio.folha.uol.com.br/prefeitura-de-curitiba/2022/06/pronta-para-os-desafios-do-futuro.shtml?utm_source=rotate&utm_medium=pronta-para-os-desafios&utm_campaign=Curitiba https://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/iptu-reducao-por-area-verde/478 https://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/os-numeros-da-curitiba-verde/3319#:~:text=O%20ativo%20ambiental%20de%20Curitiba,%2C%20largos%2C%20eixos%20de%20anima%C3%A7%C3%A3o%2C https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/meio-ambiente-trabalha-com-educacao-e-projetos-para-evitar-alagamentos/39000 https://www.corporateknights.com/sustainable-cities-report/ https://www.corporateknights.com/wp-content/uploads/2022/06/2022-Sustainable-Cities-Report.pdf
- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Fome Zero e Agricultura Sustentável
Com o surgimento dos ODM no começo do século XXI, o Brasil começou vários projetos sociais para conseguir erradicar a Fome e começamos a ter êxito nesse processo, com projetos sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família que conseguiram tirar milhares de famílias da situação na qual viviam, abaixo da linha da miséria. Duas décadas após esses projetos se tornarem exemplos a serem seguidos por muitos países e serem reconhecidos pela ONU por serem bem-sucedidos, o Brasil infelizmente voltou ao patamar da fome com mais de 30 milhões de pessoas nesta situação. Mas erradicar a insegurança alimentar de uma população não implica somente dar uma cesta básica, e sim, desenvolver toda uma econômica circular e sustentável. Uma das frentes que podemos observar que vem trabalhando de forma comunitária é o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais e Sem Terras), que além das lutas para garantir uma reforma agraria no país, vem demostrando com a sua administração em modelo cooperativista, formas de realizar uma agricultura familiar, ecológica e principalmente produção de alimentos de qualidades e orgânicos. O movimento é reconhecido por levar alimento de forma acessível a muitos desertos alimentares (mesmo havendo recursos o indivíduo não tem acesso a alimentos saudáveis e por falta de opções acaba consumindo alimentos ultra processados). E quando pensamos como os alimentos chegam a nossa mesa sempre temos a impressão de que estes vem dos grandes produtores do agronegócio, mas na realidade 70% dos alimentos que consumimos vem da agricultura familiar. E quando pensamos no queridinho da vez, os alimentos orgânicos, o líder no país dessa produção é o MST com 160 cooperativas, 120 agroindústrias, 1900 associados e 400 mil famílias assentadas. Esses resultados são o reflexo das mudanças de estratégia que o MST vem adotando há 10 anos em sua produção. Além disso durante a pandemia o MST foi responsável pela doação de mais de 6 mil toneladas de alimentos e 1,15MM de marmitas para famílias em insegurança alimentar. Objetivo 2 das ODS Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável 2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano. 2.2 Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo atingir, até 2025, as metas acordadas internacionalmente sobre nanismo e caquexia em crianças menores de cinco anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e pessoas idosas. 2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola. 2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo. 2.5 Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente. 2.a Aumentar o investimento, inclusive via o reforço da cooperação internacional, em infraestrutura rural, pesquisa e extensão de serviços agrícolas, desenvolvimento de tecnologia, e os bancos de genes de plantas e animais, para aumentar a capacidade de produção agrícola nos países em desenvolvimento, em particular nos países menos desenvolvidos. 2.b Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais, incluindo a eliminação paralela de todas as formas de subsídios à exportação e todas as medidas de exportação com efeito equivalente, de acordo com o mandato da Rodada de Desenvolvimento de Doha. 2.c Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de commodities de alimentos e seus derivados, e facilitar o acesso oportuno à informação de mercado, inclusive sobre as reservas de alimentos, a fim de ajudar a limitar a volatilidade extrema dos preços dos alimentos. Texto escrito por Camila Bellato Formada em Relações Internacionais com Pós Graduação em Gestão Econômica. Especialista em Direitos Humanos e grande entusiasta das politicas públicas baseadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ONU). Fontes: ONU: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/2 MST: https://mst.org.br/ Greg news MST: https://www.youtube.com/watch?v=kSyOcbMAzko
- Hercílio Luz, a ponte governada
Treze minutos e quarenta e três segundos com ritmo de sete minutos e vinte e oito segundos por quilômetro para realizar a ida e volta. Foi o que a Fabiana do Desbravando Capitais levou para realizar o seu treino de corrida no cartão postal de Florianópolis: a ponte Hercílio Luz. Ponte essa que liga as duas partes de Florianópolis (continente e ilha) e é o famoso símbolo da capital e do estado catarinense, cujo nome homenageia um dos mais importantes governadores do Estado de Santa Catarina: Hercílio Luz. A ponte Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo, com comprimento um pouco maior que oitocentos e dezenove metros e pesa, aproximadamente, cinco mil toneladas. Na sua construção foram utilizados um pouco mais de quatorze mil e duzentos e cinquenta metros quadrados de concreto, suportados por alicerces e pilares. Suas duas torres medem setenta e cinco metros, em relação ao nível do nível do mar, com um vão de mais de quarenta metros de altura. A ponte é um projeto dos engenheiros norte-americanos Robinson e Steinmann que utilizaram a mão de obra de operários catarinenses com dezenove técnicos norte-americanos e todo material da ponte importado dos Estados Unidos. O Estado de Santa Catarina recebeu empréstimo de um banco norte-americano para ter recursos para a construção da ponte. Essa dívida seria paga apenas cinquenta anos depois - em 1978, mas durante a construção houve muitos desafios, dentre eles: o primeiro banco norte-americano que emprestou vinte mil contos de réis faliu e, além de atrasar as obras, o Estado de Santa Catarina ficou responsável pelas dívidas do banco falido. Para dar continuidade à obra, um novo empréstimo foi necessário e no final a ponte ficou praticamente o dobro do orçamento do Estado na Época. Hercílio Luz tinha o propósito de tornar Florianópolis a capital de Santa Catarina, mas havia um movimento, com o mesmo propósito, para a cidade de Lages. Florianópolis tinha algumas desvantagens: a distância com o estado e ser de difícil acesso. O percurso entre o continente e ilha (e vice-versa) era percorrido através de balsas que não ofereciam proteção a seus passageiros contra o clima e a travessia, que era impraticável em dias de mar agitado e muito vento. Estes motivos jogavam contra tornar Florianópolis a capital administrativa e política do estado. Já pensando na solução, a ponte teria o nome de “Ponte da Independência”, já que facilitaria o acesso da ilha à parte continental, anteriormente denominada Distrito de João Pessoa [F1] (região metropolitana de Florianópolis). A construção da ponte, iniciada em 1922, no mandato do governador Hercílio Luz e inaugurada em 1926, concretizou Florianópolis como a capital do Estado de Santa Catarina. Hercílio Luz, homenageado batizando a ponte com seu nome, morreu doze dias após inaugurar uma ponte pênsil de madeira, apenas para um ato simbólico. A cidade de São José, na década de 1930, que tinha forte relevância para os frequentadores da região, devido ao porto de Floripa - como Florianópolis é carinhosamente chamada, se viu em decadência por diversos fatores, incluindo a facilidade de acesso que a ponte proporcionou. Em 1982 a ponte Hercílio Luz foi interditada por medida de segurança (perigo de desabamento) e, por muito tempo, permaneceu sendo o cartão postal da cidade, porém sempre necessitando de inúmeras reformas. A ponte, que atualmente viabiliza o trânsito de veículos e pedestres, suportava a passagem apenas de pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal, entre 1988 e 1991. Após uma reforma, que durou aproximadamente duas décadas, recebendo uma ênfase a partir do ano de 2010, e resistindo a diversos governos, retornou às atividades no mandato do governador Carlos Moisés em 2019. A ponte foi tombada como patrimônio histórico, artístico e arquitetônico do município em 04/08/1992; ação realizada pelo governo estadual em 13/05/1997 e, na instância federal, em 05/08/1998. Estes tombamentos preservam a ponte das ideias de demolição. Todavia, em momentos de reforma, pode tornar o processo mais burocrático e gerar diversas polêmicas sobre tempo e efetividade das obras. Atualmente, Florianópolis tem três pontes disponíveis para a travessia do continente para a ilha, mas a ponte Hercílio Luz permanece a mais antiga, tradicional e símbolo da cidade. Além da ponte, Hercílio Luz recebeu diversas homenagens, dando nome ao Aeroporto Internacional de Florianópolis, Estádio localizado em Itajaí/SC, clube profissional de futebol de Tubarão/SC, livro de Evaldo Pauli, Memorial dentro do Museu Casa de Campo de Hercílio Luz, em Rancho Queimado/SC. Além de diversos logradouros e praças que receberam seu nome, em diferentes cidades de Santa Catarina. Hercílio Luz, Político Com a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca e Lauro Müller em 1891 (presidente do Brasil e presidente de Santa Catarina - atual cargo de governador), Floriano Peixoto, sendo o vice-presidente, tornou-se presidente e a Junta Governativa Catarinense - formada por Arthur Deocleciano de Oliveira, Cristóvão Nunes Pires e Luís dos Reis Falcão - tomou posse em caráter provisório para governar o estado de Santa Catarina. Hercílio Luz, após participar com uma tropa de 50 homens da “Revolução Republicana de Tijucas” em julho de 1893 foi proclamado, em Blumenau, governador provisório do Estado de Santa Catarina. A marcha saiu de Blumenau e seguiu rumo à Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), local que teve um confronto armado na frente do Palácio do Governo e resultou em mortes. Hercílio, mesmo sem o reconhecimento do presidente Floriano Peixoto, ocupou o prédio. Floriano Peixoto, descontente, desligou Hercílio Luz do cargo na Comissão de Terras de Blumenau, mas foi nomeado, posteriormente, a Chefe do Distrito Telegráfico de Morretes/PR a Torres/RS. “Hercílio Luz foi o primeiro governador republicano eleito por voto direto pelo Partido Republicano Catarinense (PRC)”, conforme descrito no site memória política de Santa Catarina. Em 28 de setembro, Hercílio Luz tomou posse do mandato e já nos primeiros dias, o governador sancionou a mudança do município de Nossa Senhora do Destêrro para Florianópolis (Lei Estadual n.º 111, de 01-10-1894) em homenagem a Floriano Peixoto. Anualmente, de 1898 a 1902, Hercílio Luz atuou no Conselho Municipal de Florianópolis (atual Câmara de Vereadores). Em 1899 foi eleito Deputado Federal por Santa Catarina, mas não permaneceu por muito tempo no cargo, pois assumiu como Senador, de 1900 a 1920. Nos primeiros anos como Senador, exerceu o posto de 3º Secretário da Mesa Diretora e integrou as Comissões de Saúde Pública; Estatística e Colonização; Obras Públicas e Empresas Privilegiadas. Devido a novas mudanças dentro da política, em setembro de 1918 assumiu novamente o governo do Estado de Santa Catarina, permanecendo até setembro de 1922. Após este período, se elegeu governador do Estado e ficou no mandato de setembro de 1922 a maio de 1924, momento que precisou se afastar. Hercílio Luz faleceu em outubro de 1924. Se você pudesse trocar o nome de uma cidade, qual cidade você trocaria e qual nome colocaria? Deixe já sua resposta nos comentários. Notas [F1] Em 1943, o Distrito de João Pessoa foi distinto e o território passou a ser parte do município de Florianópolis (Decreto-lei Estadual n.º 941, de 31-12-1943), o que é atualmente conhecida como parte continental de Florianópolis Texto escrito por Fabiana Mercado Pós graduada em Comunicação e Marketing Digital, formada em Publicidade e Propaganda, acumula mais de 9 anos na área, colunista do Zero Águia, curiosa, preza o respeito a todas as pessoas independente de características. Nas horas vagas pratica corridas com o apoio da equipe Superatis. Adora conhecer novas pessoas e lugares, ama viajar e possui um projeto denominado Desbravando Capitais com o marido para morar e vivenciar durante um mês em todas as capitais brasileiras nos próximos anos. Referências: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/florianopolis/historico https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/sao-jose/historico https://portogente.com.br/artigos/24067-porto-de-florianopolis https://ndmais.com.br/noticias/memoria-de-florianopolis-vestigios-da-cidade-portuaria/ https://guiafloripa.com.br/turismo/patrimonios-historicos/ponte-hercilio-luz https://www.floripaimob.com.br/post/pontehercilioluz http://www.hoepckeimoveis.com.br/vida-urbana/a-historia-por-tras-da-ponte/ https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1225-Luis_dos_Reis_Falcao https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1283-Arthur_Deocleciano_de_Oliveira https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/233-Eliseu_Guilherme_da_Silva https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1357-Manoel_Joaquim_Machado https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1194-Hercilio_Luz https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jos%C3%A9_(Santa_Catarina) https://pt.wikipedia.org/wiki/Junta_governativa_catarinense_de_1891 https://pt.wikipedia.org/wiki/Herc%C3%ADlio_Luz https://www.preparaenem.com/historia-do-brasil/revolta-armada-forca-floriano.htm#:~:text=Os%20oficiais%20revoltosos%20da%20marinha,apoiava%20a%20Revolta%20da%20Armada
- O maior desafio da educação brasileira é Educar
É direito de todo brasileiro o acesso a educação. É lei, está na constituição de 1988. Porém, a educação, no cerne do seu significado, de formar cidadãos independentes, pensantes e críticos, tem sido um dos maiores desafios da sociedade brasileira. Após governos progressistas, onde a educação brasileira foi referência mundial por possuir programas de acesso de minorias e trocas acadêmicas como o "Ciência sem fronteiras", acesso à universidade através de cotas e a obrigatoriedade da educação básica para crianças entre 4 e 17 anos (2009), a partir do golpe de 2016, o país voltou a viver sob o obscurantismo decorrente do conservadorismo. É visível aos olhos de todos o desmonte da educação pública e a elitização do ensino através dos cortes financeiros. Mas o projeto vai além, o ódio ao acesso à educação e ao conhecimento ficam cada vez mais claros com o discurso feito pelo atual governo fascista e seus apoiadores. O sociólogo e professor universitário, Jessé de Souza, em seu livro Como o racismo criou o Brasil (2021), exemplifica a sociedade em uma corrida de obstáculos, onde os mais abastados começam a vida a frente, devido a seus privilégios vindos de berço, e os desafortunados começam muito atrás, sem recursos e, muitas das vezes com acesso restrito a serviços básicos, entre eles a educação. A educação básica e o lobo em pele cordeiro na proteção da inocência Usando a metáfora do autor para essa área, o diferenciamento social no início da jornada formativa nunca foi tão escancarado como durante a pandemia de COVID-19, onde crianças das classes mais altas tinham aulas e acompanhamento remoto. Já as crianças pobres, em sua maioria, não tinham acesso a um aparelho eletrônico ou a um simples celular e, quando tinham, muitas das vezes, dependiam de pacotes de dados de operadoras que pouco sustentavam o acesso à internet. Vale relembrar que, embora a educação básica tenha como responsáveis os estados e municípios, nada foi feito pelo Governo Federal a fim de auxiliar essas gestões no desafio de manter as crianças mais pobres com acesso à educação. O resultado disso é claro ao evidenciar que entre as classes mais baixas estão os maiores índices de atraso no desenvolvimento de crianças e os altos números de evasão escolar, o que culminou em uma quantidade inferior de estudantes no retorno às salas de aula. Muitas dessas crianças e jovens evadidos se viram na obrigação de adentrar ao mercado de trabalho, boa parte o mercado informal, a fim de auxiliar suas famílias financeiramente. De acordo com levantamento realizado pela organização Todos pela educação, em dezembro de 2021 haviam 244 mil crianças fora da escola, enquanto em 2019 o número era de 90 mil. O atual Governo, desde então, nada fez para trazer essas crianças de volta para as salas de aula. Ainda durante a pandemia de COVID - 19, alguns pais apoiadores do governo atual, de extrema direita, tiveram a oportunidade de ter um leve vislumbre do que poderia ser uma das maiores promessas de governo, o Homeschooling. Essa promessa de campanha de Bolsonaro tinha como proposta dar liberdade aos pais em optar por educar seus filhos em casas. A proposta desse projeto vai totalmente contra a Emenda Constitucional Nº 59, de 2009, já mencionada neste artigo, onde há a obrigatoriedade da criança entre 4 a 17 anos estar na escola. Além de ser um meio impulsionador para o aumento de desigualdade social, o projeto falsamente sinaliza atender as regras da BNCC, ausenta a criança do necessário acompanhamento metodológico e pedagógico, onde profissionais gabaritados possam promover o desenvolvimento sustentável da criança, dando aos pais, o total domínio e liberdade sobre a formação da criança, abrindo portas para problemas como revisionismo histórico, e diminuindo a socialização da criança, algo fundamental nesta fase, além de ampliar a chance de violência doméstica e abusos sexuais. O revisionismo histórico, muitas das vezes utilizado em discursos pela extrema direita e por adoradores do obscurantismo, tem como foco principal desmoralizar o método do estudo e análise histórica, feita por profissionais gabaritados. Esses estudos são trazidos para a sala de aula a fim de serem entendidos de maneira laica e comprovada, provocando o raciocínio e desenvolvimento do senso crítico da criança e adolescente, algo abominado por Governos conservadores. Quando há socialização e o convívio com diferentes formas de pensar que é criado o ambiente saudável da diversidade, do diálogo e do debate. É a partir daí que o diferente é humanizado e não há melhor lugar para isso do que na escola. É ali que serão criados os primeiros laços fora do núcleo familiar e que a criança irá romper algumas barreiras para o seu desenvolvimento. O convívio e a descoberta do diferente rompe preconceitos e apresenta a pluralidade desde os primeiros anos de vida. Projetos defendidos pelo Governo, como o homeschooling e as escolas cívicas, colocam em risco a socialização e o contato com a diversidade, trazendo prejuízo e ameaça para as gerações em formação. Além da ameaça à diversidade no pensar e existir, esses projetos ameaçam também outras áreas do desenvolvimento social da criança e adolescente. É através do devido acompanhamento pedagógico e a criação de laços entre aluno e profissionais da educação, que crianças e adolescentes tomam conhecimento e identificam o abuso físico, emocional e também sexual que eles e outros familiares sofrem. É através do devido acompanhamento de profissionais da educação que é criado um ambiente seguro, para que haja denúncia e investigação dos abusadores. O Ensino Médio - Pensar menos, trabalhar mais Foi no Governo golpista de Michel Temer, em 2017, que foi aprovada a reforma do Ensino Médio, alterando a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). Porém a mesma tem sido implementada no Governo de Jair Bolsonaro. O que deveriam ser anos de preparo para que cada vez mais jovens saísse dessa etapa e fossem para os bancos universitários, tem se tornado anos de preparo para produzir mão de obra barata e não pensante. Antes da alteração da LDB, o estudante do Ensino Médio teria em seu currículo escolar disciplinas obrigatórias voltadas para a sua formação pensante cursando, mesmo em carga horária mínima, disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, provocando ao mínimo o pensamento sobre a sociedade. Já no novo formato, a obrigatoriedade curricular fica apenas para disciplinas de português e matemática, tornando flexíveis e optativas as demais disciplinas. O discurso do Governo apela para que a formação curricular fique a critério do aluno e da família, que, em muitos dos casos, não possuí instrução para orientação. Além disso, a publicidade empregada pelo governo imputa ao estudante a ideia de que agora ele pode sair desta etapa capacitado e apto para o mercado de trabalho e não para a cadeira acadêmica. Embora ainda não seja possível mensurar o estrago feito pelo Novo Ensino Médio, já são visíveis alguns sinais do estrago feito pelo Governo Bolsonaro à educação do Ensino Médio. O ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, é um dos principais meios de acesso utilizado por egressos do Ensino Médio e candidatos à uma vaga no Ensino superior. A prova tem por características avaliar o senso crítico e o conhecimento social do avaliado, critérios não aprovados pelo Presidente. Segundo Bolsonaro, a prova induz o candidato a pensamentos ideológicos. Por isso, Bolsonaro utilizou discursos como o de ter acesso à avaliação antes da aplicação, a fim de aprovar ou não o conteúdo preparado por especialistas e profissionais do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), colocando em cheque a competência do órgão e seus profissionais de cadeira. A pressão e desconfiança imposta pelo Governo causou, em 2021, o pedido de demissão de mais de 30 servidores do Instituto a dias da realização do Exame. Além das pressões institucionais, o pouco investimento durante a pandemia, os escândalos causados pelos Ministros da Educação e retirada da isenção da inscrição do Exame para os mais pobres refletiram em 2021, em um ENEM mais branco, com menor número de pobres e com menos inscritos nos últimos dez anos. Ódio aos professores e o Ensino superior contra a parede Há uma máxima que diz que todo filme de catástrofe natural tem como início cientistas sendo ignorados por governantes ao anunciar a possibilidade do apocalipse. Isso pôde ser assistido ao vivo e a cores durante toda a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, quando o mesmo insiste em desmentir estudos nacionais e internacionais sobre o desmatamento na Amazônia, as queimas no cerrado e continua a desacreditar a crise climática. Porém o descrédito à ciência provocado pelo Presidente foi sentido e vivido durante a pandemia de COVID 19, que até agora ceifou mais de 650 mil vidas. Além disso, o incentivo ao uso de medicamentes comprovadamente ineficazes para o tratamento e o descaso com as medidas de prevenção indicadas por cientistas. Em seguida, com o desenvolvimento das primeiras vacinas, Bolsonaro desacreditou as mesmas, todas com eficácia cientificamente comprovadas. Resultado disso, os celeiros eleitorais bolsonaristas foram os que menos se vacinaram e que tiveram o maior número de mortes. Além disso, os discursos do Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre não haver recursos em caixa para manutenção de auxílios emergenciais, viu na já curta verba da educação um caminho para isso, fazendo vistas grossas a outros possíveis meios para o auxílio. O Governo que prega ter feito as escolhas dos seus Ministros por critérios técnicos, aparentemente tem tido dificuldade nas escolhas técnicas para a área da educação. Em quatro anos de Governo, cinco nomes ocuparam a pasta e nenhum deles contribuiu positivamente com um dos principais ministérios do país. Desde referências nazistas a privilégios religiosos, todos os nomes pregaram ódio à Educação e aos professores. Discursos falsos, tais como o de que aconteciam orgias nos corredores das universidades públicas e que havia uma pregação feita por docentes ao tal "marxismo cultural" serviram para produzir uma cortina de fumaça para incentivo e fortalecimento da educação privada enlatada, dominada por grandes conglomerados, que busca a formação técnica para o mercado de trabalho e não na formação de novos pensadores, pesquisadores e cientistas. Porém, foi graças a pesquisadores, cientistas, à universidade pública e institutos públicos de pesquisa como a FIOCRUZ e o Instituto Butantã, que foram desenvolvidas as primeiras vacinas contra a COVID-19 no país, mesmo com o Governo Federal criando barreiras para isso. São inúmeros os golpes ao Ensino Superior, como os cortes de verbas cada vez maiores, impedindo pesquisas e estudos que são extremamente importantes para a sociedade brasileira. Além das tentativas e ameaças da privatização do Ensino Superior público, o que causaria ainda mais dificuldade de acesso de pessoas de baixa renda à educação superior. Educação como resistência A educação foi, é e sempre será a forma de resistência e força motora do progressismo e é por isso que ela é tão atacada por governos fascistas, como o atual. Logo é claro e evidente que o problema na educação não é apenas financeiro. É algo planejado. Os ataques, discursos de ódio e o descaso com a educação escancaram o desejo de desmonte, a fim de reduzir cada vez mais o número de pessoas conscientes, politizadas e críticas, lançando mão do direito de ser Educada, com E maiúsculo, como consta na Constituição de 1988. O plano é criar cada vez mais mão de obra operária e acrítica, para execução de projetos fascistas e elitistas. Porém a Educação resiste, assim como resistiu em outros períodos de obscurantismo e sempre será o farol norteador em busca do progresso e conhecimento. Texto escrito por Felipe Bonsanto Formado em Administração de empresas, pós-graduação em marketing e apaixonado por Los Hermanos. É militante pelos direitos LGBTQIAP+, trabalha com educação há oito anos, atua como co-host no podcast O Historiante e é colunista do Zero Águia. Fontes: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm https://construirresistencia.com.br/o-desmonte-da-educacao-brasileira/ https://esquerdaonline.com.br/2021/04/10/a-tragedia-da-educacao-basica-brasileira-no-contexto-de-desmonte-bncc-pnld-e-reforma-do-ensino-medio/ https://www.cartacapital.com.br/educacao/callegari-o-projeto-e-o-desmonte-da-educacao-publica/ https://br.noticias.yahoo.com/brancos-ricos-e-bolsonaristas-sao-os-que-menos-se-vacinaram-contra-covid-181032141.html https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2021/09/enem-2021-e-o-mais-branco-e-elitista-da-decada.shtml https://g1.globo.com/educacao/noticia/2021/11/08/enem-2021-coordenadores-do-inep-pedem-demissao-a-poucos-dias-da-prova.ghtml https://g1.globo.com/educacao/noticia/2021/12/02/evasao-escolar-de-criancas-e-adolescente-aumenta-171percent-na-pandemia-diz-estudo.ghtml https://www.cpt.com.br/ldb/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educacao-completa-interativa-e-atualizada
- Ações da Petrobrás despencam após troca de líder da estatal
A Ibovespa fechou em queda hoje após o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado na noite de sexta-feira (19) a troca do presidente-executivo da Petrobrás. O mercado financeiro reagiu fortemente à decisão de Bolsonaro, com aumento do dólar, negociado a R$ 5,51. As ações da Petrobrás caíram 16%, devido aos temores dos acionistas em relação à uma possível intervenção do governo no preço dos combustíveis. Segundo levantamento da Economatica, com o tombo nas cotações, a Petrobras perdeu em poucas horas nesta segunda-feira quase R$ 75 bilhões em valor de mercado. Foi a segunda maior queda diária em valor da mercado da Petrobras desde o início do plano Real. Na sexta-feira, a petroleira já tinha encolhido R$ 28 bilhões. O presidente Jair Bolsonaro criticou fortemente a gestão atual da estatal, liderada por Roberto Castello Branco. O mandato do atual presidente-executivo será até dia 20 de Março, e haverá uma votação do conselho da Petrobrás para decidir se será aprovada a mudança da gestão, que será encabeçada pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional. Ao negar mais uma vez a tentativa de interferência na política de preços da Petrobrás, Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (22), em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, que exige apenas "transparência e previsibilidade" da companhia. Bolsonaro destacou o prazo do contrato com Roberto Castello Branco à frente da Petrobras e questionou o salário do mandatário para "trabalhar de forma remota". O chefe do executivo federal ressaltou que o contrato de Castello Branco como presidente da estatal acaba no dia 20 de março e avisou: "É direito meu reconduzi-lo ou não. Ele não será reconduzido, qual o problema?" "O chefe tem que estar na frente, bem como os seus diretores. Então, isso para mim é inadmissível. Descobri isso há poucas semanas. Imagine eu, presidente, no meio da covid-19, ficando em casa. Não justifica isso aí", pregou, ao reafirmar que ninguém vai interferir na política de preços da Petrobras. A decisão de de trocar o comando da Petrobras repercutiu negativamente entre investidores, com vários analistas cortando a recomendação dos papéis, bem como reduzindo preços-alvo. A XP Investimentos, por exemplo, cortou a recomendação para os papéis da Petrobras de "neutro" para "venda" no domingo, em relatório sob o título "Não há mais como defender".
- Primeira semana sem novos casos de COVID-19 na China
A China não relatou nenhum novo caso de Covid-19 transmitido localmente , pela primeira vez desde julho, de acordo com sua Comissão Nacional de Saúde (NHC), enquanto as autoridades reforçam a abordagem zero-Covid do país. A China luta contra a disseminação da variante Delta, altamente contagiosa, desde 20 de julho, quando um grupo de pessoas infectadas por Covid-19 foi detectado entre a equipe de limpeza do aeroporto na cidade de Nanjing. Desde então, se transformou no pior surto que a China já viu desde 2020, se espalhando para mais da metade das 31 províncias do país e infectando mais de 1.200 pessoas. Os casos crescentes impulsionados pela variante foram vistos como o maior desafio para a política inflexível de tolerância zero contra o vírus na China. As autoridades locais responderam colocando dezenas de milhões de residentes sob estrito lockdown, realizando testes massivos e campanhas de rastreamento e restringindo viagens domésticas. As medidas rígidas parecem ter surtido efeito. As infecções diárias caíram constantemente ao longo da semana passada para um dígito, abaixo de mais de 100 desde o pico de duas semanas atrás e na segunda-feira (23), o país notificou 21 casos importados e zero infecções sintomáticas transmitidas localmente - a primeira vez que nenhum caso local foi registrado desde 16 de julho. Também foram notificados 16 casos assintomáticos, todos importados também, de acordo com o NHC. A China mantém uma contagem separada de casos sintomáticos e assintomáticos e não inclui portadores assintomáticos do vírus na contagem oficial de casos confirmados. Se a tendência continuar, a China pode se tornar o primeiro país do mundo a controlar um grande surto do Delta.
- Mulher indiana que acusou membro do parlamento de estupro morre em auto-imolação
Uma mulher indiana de 24 anos que acusou o parlamentar Atul Rai de estupro em 2019, morreu em um hospital de Delhi, uma semana depois que ela e seu amigo se incendiaram do lado de fora do Supremo Tribunal da Índia. A mulher e um amigo do sexo masculino fizeram uma live no Facebook em 16 de agosto, antes de jogarem gasolina sobre si mesmos e acenderem o fogo. Eles foram levados ao hospital com queimaduras graves. O homem morreu no sábado. A mulher sucumbiu na noite desta terça-feira(24). A dupla viajou do estado de Uttar Pradesh para a capital, Delhi. Seu ato desesperado, do lado de fora da Suprema Corte da Índia, para atrair a atenção para sua situação, surpreendeu o país. A mulher acusou Atul Rai, um parlamentar do Partido Bahujan Samaj (BSP), de estuprá-la em sua casa na cidade de Varanasi e registrou uma queixa policial contra ele em maio de 2019. O parlamentar, que nega a acusação, foi preso um mês depois e está na prisão há dois anos. Em novembro passado, o irmão de Atul Rai registrou uma queixa policial, acusando a mulher de calúnia. No início deste mês, um tribunal emitiu um mandado de prisão contra ela. “Eles emitiram um mandado inafiançável contra mim. O juiz me convocou. Eles são todos parte do mecanismo...”, afirmou a mulher, na live. “Agora, vocês (Polícia de Uttar Pradesh) podem abrir casos falsos e mandados inafiançáveis contra nós…. Este é o sistema judicial de Uttar Pradesh! ”, afirmou o homem que estava com ela antes de derramar óleo e se incendiar. Rai é acusado de ter estuprado a mulher em março de 2018. Em um arquivo policial de 1º de maio de 2019, a mulher disse que conheceu Rai enquanto disputava as eleições do sindicato estudantil e que havia procurado ajuda financeira dele. Os pais da moça, que moram em Ballia, disseram que não sabiam quando ela foi para Delhi. “Ela nunca nos contou nada sobre seu caso. Queríamos ajudá-la, mas ela disse que cuidaria disso ... O MP e seus associados a vinham assediando desde 2019. Queriam que retirássemos o caso, mas não o fizemos. Eles também tinham alguns vídeos e nos ameaçaram, mas minha filha disse que lutaria ”, disse seu pai ao The Indian Express. “Minha filha nunca fugiu ... Eu não sei por que eles emitiram um mandado inafiançável contra ela. Ela estava chateada e desapontada. Quero que o governo tome medidas estritas contra os policiais. Minha filha foi assediada e torturada. Gostaríamos de saber mais ”, disse ele. Apesar da atenção global sobre este tipo de caso, o número de crimes sexuais contra as mulheres não tem diminuído. Em 2018, a polícia registrou 33.977 casos de estupro na Índia - uma média de estupro a cada 15 minutos. Os ativistas dizem que os números reais são muito maiores, pois muitos nem mesmo são relatados. Os ativistas dizem que a má implementação das leis, especialmente nos casos em que os acusados são homens influentes com dinheiro ou poder político, significa que muitas vítimas não conseguem encontrar justiça. E em nenhum lugar isso é mais visível do que em Uttar Pradesh, um dos estados mais atrasados da Índia com uma população maior do que o Brasil. A horrível auto-imolação da mulher de 24 anos não é a primeira vez que uma vítima, acusando um homem influente de estupro, teve que dar um passo tão drástico para ser levada a sério pelas autoridades.
- Grupo anti-Talibã defende a última província livre do Afeganistão
Um grupo de resistência no Afeganistão afirma ter milhares de pessoas prontas para lutar, numa região remota cuja defesa contra facções opostas remonta a décadas. Agora, esta província está sob ameaça. Ali Nazary, chefe de relações exteriores da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão (NRF), disse à BBC que querem prosseguir com negociações pacíficas. Mas, acrescentou, "se isso falhar ... então não vamos aceitar qualquer tipo de agressão". Enquanto isso, o Talibã afirma que cercou a fortaleza do grupo no vale de Panjshir e os colocou sob cerco. Números da resistência também disseram que o Talibã agora está avançando na região, a nordeste da capital Cabul. Onde fica o vale de Panjshir? O Vale Panjshir, cerca de 150 quilômetros (cerca de 93 milhas) ao norte de Cabul, é o epicentro da guerra de guerrilha afegã, famosa por ter lutado com sucesso contra invasões, inclusive das forças soviéticas durante a guerra soviético-afegã de 1979 a 1989, e do Talibã na década de 1990. O vale há muito tempo resiste à ocupação estrangeira; o exército do Império Britânico não conseguiu penetrar na região durante sua tentativa de tomar o Afeganistão no século XIX. Na década de 1980, os combatentes que defendiam o vale sob a liderança de Ahmad Shah Massoud conseguiram manter as forças soviéticas afastadas, mesmo quando a URSS controlava Cabul e grandes áreas do resto do país. A paisagem do Vale Panjshir desempenha um papel em seu sucesso defensivo. Aninhado na cordilheira Hindu Kush e acessível apenas por um estreito desfiladeiro, as forças locais há muito aproveitam sua localização remota como uma vantagem sobre os possíveis invasores. Ahmad Shah Massoud foi um influente comandante de guerrilha que liderou a resistência contra a URSS e depois liderou o braço militar do governo afegão contra milícias rivais na década de 1990. Depois que o Talibã assumiu o controle, ele foi o principal comandante da oposição contra seu governo, até seu assassinato em 2001. "A NRF acredita que, para uma paz duradoura, temos que resolver os conflitos culturais no Afeganistão", diz Nazary. "O Afeganistão é um país formado por minorias étnicas, ninguém é a maioria. É um estado multicultural, por isso precisa de divisão do poder - um acordo de divisão do poder onde todos se vêem com representação." Nazary também disse ao programa Today da BBC Radio 4 que Panjshir teve um influxo recente de forças de resistência locais de todo o país, que se juntaram a combatentes que já haviam treinado localmente. "O Exército Vermelho, com seu poder, foi incapaz de nos derrotar ... Não acho que nenhuma força agora no Afeganistão tenha o poder do Exército Vermelho. E o Taleban também há 25 anos ... eles tentaram tomar sobre o vale e eles falharam, eles enfrentaram uma derrota esmagadora. " Conclui o líder da NRF.
- Talibã assume controle do Afeganistão
20 anos depois ter sido derrubado por uma coalizão militar liderada pelos EUA o grupo conquista todas as principais cidades do país, incluindo Cabul. Neste domingo (15), a facção terrorista denominada Talibã tomou o controle da capital do Afeganistão, Cabul, concluindo com sucesso uma ofensiva de grande escala que se iniciou depois de que a maior parte das forças lideradas pelos EUA deixaram o país em julho deste ano. A ofensiva do Talibã ocorre num período em que a maioria das potências ocidentais se retira do país, após 20 anos de operações militares. Mais de mil civis morreram no Afeganistão apenas no mês passado, de acordo com as Nações Unidas. Presidente Ashraf Ghani deixa o país O Talibã diz que tomou controle do palácio presidencial em Cabul após fuga de presidente Ghani. O grupo extremista defendia uma rendição pacífica do governo. O ex-vice-presidente afegão Abdullah Abdullah disse em um vídeo publicado em suas redes sociais que Ghani "abandonou a nação". Um alto oficial do Ministério do Interior afegão disse à agência de notícias Reuters que Ghani embarcou para o Tajiquistão, que faz fronteira com o norte do Afeganistão. Ainda segundo a agência, o gabinete da Presidência afegã não confirma a movimentação do mandatário "por questões de segurança". Avanço do Talibã no país A rapidez com que o Talibã tem dominado territórios no Afeganistão surpreendeu muitas pessoas - capitais regionais pareciam cair como dominós. Enquanto os insurgentes avançavam, o governo afegão tentava manter o controle sobre as cidades. Os Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entre eles o Reino Unido, gastaram boa parte dos últimos 20 anos treinando e equipando as forças de segurança do Afeganistão. Inúmeros generais americanos e britânicos já declararam que haviam formado um Exército afegão mais poderoso e qualificado - promessas que hoje parecem vazias. O governo afegão deveria, em tese, ter vantagem sobre os talibãs, com mais tropas à sua disposição. As forças de segurança do Afeganistão contam com 300 mil pessoas, pelo menos no papel. Isso inclui exército, força aérea e polícia. Mas, na realidade, o país sempre teve dificuldades para alcançar as metas de recrutamento. O exército e a polícia têm uma história tumultuada, com número elevado de mortes, deserções e corrupção. Alguns comandantes inescrupulosos já se apoderaram de salários de tropas que simplesmente não existiam: os chamados "soldados fantasmas". No seu último relatório ao Congresso dos EUA, o Inspetor Geral Especial para o Afeganistão (SIGAR) expressou "sérias preocupações sobre o efeito corrosivo da corrupção... e a questionável precisão dos dados sobre a robustez atual" das forças de segurança. Direito das Mulheres Quando o Talibã governou o Afeganistão pela última vez, de 1996 a 2001, as mulheres não podiam trabalhar, as meninas não podiam frequentar a escola e todas tinham que cobrir o rosto e estar acompanhadas por um parente do sexo masculino se quisessem sair de casa. Desta vez, no entanto, porta-vozes do grupo garantem que irão respeitar os direitos das mulheres, com acesso à educação e ao trabalho – mas com a obrigatoriedade do uso do hijab, lenço que cobre os cabelos e rosto. Eles também afirmaram que as mulheres terão autorização para deixar suas casas sem a companhia de um membro homem da família. Essa mudança no discurso vem sendo apontada por especialistas em Oriente Médio como uma forma do movimento se aproximar da comunidade internacional. Estas promessas são confrontadas por Sahraa Karimi, uma cineasta afegã em Cabul, que disse à BBC sentir que o mundo havia virado as costas ao Afeganistão e temia um retorno a "tempos sombrios". A vida sob o Talibã na década de 1990 forçou as mulheres a usar a burca — veste que cobre todo o corpo, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver. Os islamistas radicais restringiram a educação para meninas com mais de 10 anos e punições brutais foram impostas, incluindo execuções pública "Estou em perigo, (mas) não penso mais em mim", disse Karimi. "Penso em nosso país, penso em nossa geração. Fizemos muito para que essas mudanças ocorressem." Freshta Karim, fundadora e diretora da biblioteca móvel Charmaghz em Cabul e defensora dos direitos das crianças, concorda. "O Talibã não mudou. Eles nos consideram espólios de guerra. Então, aonde vão, obrigam as mulheres a se casar e acho que essa é a pior vingança que têm contra nós", disse ela à BBC. "Esta é a maior guerra contra as mulheres da atualidade. E infelizmente o mundo está assistindo em silêncio", lamentou.
- Mercado, Senado e Câmara dão ultimato a Bolsonaro
Empresários fazem Centrão dar ultimato a governo Bolsonaro. Relatam que a crise sanitária atinge diretamente os planos de abertura de capital de empresas e bloqueia investimentos externos. Uma série de encontros da cúpula do Congresso com grandes empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro resultou num movimento político pela intervenção nos rumos do governo de Jair Bolsonaro. Os mais de 300 mil mortos na pandemia de covid-19 e a situação cada vez mais insustentável da economia levaram os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a afinar o discurso com o mercado. Os dois têm colocado o impeachment como possibilidade se as conversas com o governo fracassarem. As cobranças mais urgentes do setor econômico seriam a demissão dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A avaliação recorrente nas reuniões é de que Araújo atrapalha as negociações por vacinas e insumos da Índia e da China. Já Salles, que comanda a criticada política ambiental brasileira, é visto como obstáculo na relação com Washington, especialmente agora que o país mira as vacinas excedentes dos Estados Unidos. Interlocutores de Lira e Pacheco argumentam que, no caso específico, é errada a leitura de que a pressão pela troca dos dois ministros - verbalizada por eles - tenha como objetivo lotear o governo, uma demanda constante do Centrão. Ernesto Araújo demitido do cargo Criticado por sua atuação durante a pandemia, o chanceler teve a demissão pedida por deputados e senadores e, neste domingo (28), sacramentou sua saída após um atrito com a senadora Kátia Abreu (PP-TO). O ministro se reuniu com assessores próximos no fim da manhã e apresentou o pedido ao presidente Bolsonaro, segundo apurou a TV Globo. A confirmação oficial e o nome de Carlos Alberto Franco França como substituto, no entanto, só saíram no fim da tarde.
- Sarkozy: Ex-presidente francês condenado à prisão por corrupção
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a três anos de prisão por corrupção. Sarkozy foi condenado por tentar subornar um juiz em 2014 - depois que o presidente deixou o cargo - sugerindo que poderia garantir um emprego de prestígio para ele em troca de informações privilegiadas sobre um caso separado. Sarkozy, de 66 anos, é o primeiro ex-presidente francês a receber uma sentença de prisão. Seu advogado diz que vai apelar a sentença. Sarkozy permanecerá livre durante esse processo, que pode levar anos. Na decisão, a juíza Christine Mée disse que o político conservador "sabia o que [ele] estava fazendo de errado", acrescentando que suas ações e as de seu advogado deram ao público "uma péssima imagem de justiça". Os crimes foram especificados como tráfico de influência e violação do sigilo profissional. É um marco legal para a França do pós-guerra. O único precedente foi o julgamento do antecessor de Sarkozy, Jacques Chirac, que recebeu uma pena suspensa de dois anos em 2011 por ter arranjado empregos falsos para aliados na Prefeitura de Paris quando era prefeito de Paris. Chirac faleceu em 2019. Se o apelo de Sarkozy não for bem-sucedido, ele poderá cumprir um ano de pena em casa com uma etiqueta eletrônica, em vez de ir para a prisão. Sua esposa, a supermodelo e cantora Carla Bruni, reagiu descrevendo o caso como "perseguição sem sentido", acrescentando que "a luta continuou e a verdade viria à tona".














