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- Mulher indiana que acusou membro do parlamento de estupro morre em auto-imolação
Uma mulher indiana de 24 anos que acusou o parlamentar Atul Rai de estupro em 2019, morreu em um hospital de Delhi, uma semana depois que ela e seu amigo se incendiaram do lado de fora do Supremo Tribunal da Índia. A mulher e um amigo do sexo masculino fizeram uma live no Facebook em 16 de agosto, antes de jogarem gasolina sobre si mesmos e acenderem o fogo. Eles foram levados ao hospital com queimaduras graves. O homem morreu no sábado. A mulher sucumbiu na noite desta terça-feira(24). A dupla viajou do estado de Uttar Pradesh para a capital, Delhi. Seu ato desesperado, do lado de fora da Suprema Corte da Índia, para atrair a atenção para sua situação, surpreendeu o país. A mulher acusou Atul Rai, um parlamentar do Partido Bahujan Samaj (BSP), de estuprá-la em sua casa na cidade de Varanasi e registrou uma queixa policial contra ele em maio de 2019. O parlamentar, que nega a acusação, foi preso um mês depois e está na prisão há dois anos. Em novembro passado, o irmão de Atul Rai registrou uma queixa policial, acusando a mulher de calúnia. No início deste mês, um tribunal emitiu um mandado de prisão contra ela. “Eles emitiram um mandado inafiançável contra mim. O juiz me convocou. Eles são todos parte do mecanismo...”, afirmou a mulher, na live. “Agora, vocês (Polícia de Uttar Pradesh) podem abrir casos falsos e mandados inafiançáveis contra nós…. Este é o sistema judicial de Uttar Pradesh! ”, afirmou o homem que estava com ela antes de derramar óleo e se incendiar. Rai é acusado de ter estuprado a mulher em março de 2018. Em um arquivo policial de 1º de maio de 2019, a mulher disse que conheceu Rai enquanto disputava as eleições do sindicato estudantil e que havia procurado ajuda financeira dele. Os pais da moça, que moram em Ballia, disseram que não sabiam quando ela foi para Delhi. “Ela nunca nos contou nada sobre seu caso. Queríamos ajudá-la, mas ela disse que cuidaria disso ... O MP e seus associados a vinham assediando desde 2019. Queriam que retirássemos o caso, mas não o fizemos. Eles também tinham alguns vídeos e nos ameaçaram, mas minha filha disse que lutaria ”, disse seu pai ao The Indian Express. “Minha filha nunca fugiu ... Eu não sei por que eles emitiram um mandado inafiançável contra ela. Ela estava chateada e desapontada. Quero que o governo tome medidas estritas contra os policiais. Minha filha foi assediada e torturada. Gostaríamos de saber mais ”, disse ele. Apesar da atenção global sobre este tipo de caso, o número de crimes sexuais contra as mulheres não tem diminuído. Em 2018, a polícia registrou 33.977 casos de estupro na Índia - uma média de estupro a cada 15 minutos. Os ativistas dizem que os números reais são muito maiores, pois muitos nem mesmo são relatados. Os ativistas dizem que a má implementação das leis, especialmente nos casos em que os acusados são homens influentes com dinheiro ou poder político, significa que muitas vítimas não conseguem encontrar justiça. E em nenhum lugar isso é mais visível do que em Uttar Pradesh, um dos estados mais atrasados da Índia com uma população maior do que o Brasil. A horrível auto-imolação da mulher de 24 anos não é a primeira vez que uma vítima, acusando um homem influente de estupro, teve que dar um passo tão drástico para ser levada a sério pelas autoridades.
- Grupo anti-Talibã defende a última província livre do Afeganistão
Um grupo de resistência no Afeganistão afirma ter milhares de pessoas prontas para lutar, numa região remota cuja defesa contra facções opostas remonta a décadas. Agora, esta província está sob ameaça. Ali Nazary, chefe de relações exteriores da Frente de Resistência Nacional do Afeganistão (NRF), disse à BBC que querem prosseguir com negociações pacíficas. Mas, acrescentou, "se isso falhar ... então não vamos aceitar qualquer tipo de agressão". Enquanto isso, o Talibã afirma que cercou a fortaleza do grupo no vale de Panjshir e os colocou sob cerco. Números da resistência também disseram que o Talibã agora está avançando na região, a nordeste da capital Cabul. Onde fica o vale de Panjshir? O Vale Panjshir, cerca de 150 quilômetros (cerca de 93 milhas) ao norte de Cabul, é o epicentro da guerra de guerrilha afegã, famosa por ter lutado com sucesso contra invasões, inclusive das forças soviéticas durante a guerra soviético-afegã de 1979 a 1989, e do Talibã na década de 1990. O vale há muito tempo resiste à ocupação estrangeira; o exército do Império Britânico não conseguiu penetrar na região durante sua tentativa de tomar o Afeganistão no século XIX. Na década de 1980, os combatentes que defendiam o vale sob a liderança de Ahmad Shah Massoud conseguiram manter as forças soviéticas afastadas, mesmo quando a URSS controlava Cabul e grandes áreas do resto do país. A paisagem do Vale Panjshir desempenha um papel em seu sucesso defensivo. Aninhado na cordilheira Hindu Kush e acessível apenas por um estreito desfiladeiro, as forças locais há muito aproveitam sua localização remota como uma vantagem sobre os possíveis invasores. Ahmad Shah Massoud foi um influente comandante de guerrilha que liderou a resistência contra a URSS e depois liderou o braço militar do governo afegão contra milícias rivais na década de 1990. Depois que o Talibã assumiu o controle, ele foi o principal comandante da oposição contra seu governo, até seu assassinato em 2001. "A NRF acredita que, para uma paz duradoura, temos que resolver os conflitos culturais no Afeganistão", diz Nazary. "O Afeganistão é um país formado por minorias étnicas, ninguém é a maioria. É um estado multicultural, por isso precisa de divisão do poder - um acordo de divisão do poder onde todos se vêem com representação." Nazary também disse ao programa Today da BBC Radio 4 que Panjshir teve um influxo recente de forças de resistência locais de todo o país, que se juntaram a combatentes que já haviam treinado localmente. "O Exército Vermelho, com seu poder, foi incapaz de nos derrotar ... Não acho que nenhuma força agora no Afeganistão tenha o poder do Exército Vermelho. E o Taleban também há 25 anos ... eles tentaram tomar sobre o vale e eles falharam, eles enfrentaram uma derrota esmagadora. " Conclui o líder da NRF.
- Talibã assume controle do Afeganistão
20 anos depois ter sido derrubado por uma coalizão militar liderada pelos EUA o grupo conquista todas as principais cidades do país, incluindo Cabul. Neste domingo (15), a facção terrorista denominada Talibã tomou o controle da capital do Afeganistão, Cabul, concluindo com sucesso uma ofensiva de grande escala que se iniciou depois de que a maior parte das forças lideradas pelos EUA deixaram o país em julho deste ano. A ofensiva do Talibã ocorre num período em que a maioria das potências ocidentais se retira do país, após 20 anos de operações militares. Mais de mil civis morreram no Afeganistão apenas no mês passado, de acordo com as Nações Unidas. Presidente Ashraf Ghani deixa o país O Talibã diz que tomou controle do palácio presidencial em Cabul após fuga de presidente Ghani. O grupo extremista defendia uma rendição pacífica do governo. O ex-vice-presidente afegão Abdullah Abdullah disse em um vídeo publicado em suas redes sociais que Ghani "abandonou a nação". Um alto oficial do Ministério do Interior afegão disse à agência de notícias Reuters que Ghani embarcou para o Tajiquistão, que faz fronteira com o norte do Afeganistão. Ainda segundo a agência, o gabinete da Presidência afegã não confirma a movimentação do mandatário "por questões de segurança". Avanço do Talibã no país A rapidez com que o Talibã tem dominado territórios no Afeganistão surpreendeu muitas pessoas - capitais regionais pareciam cair como dominós. Enquanto os insurgentes avançavam, o governo afegão tentava manter o controle sobre as cidades. Os Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entre eles o Reino Unido, gastaram boa parte dos últimos 20 anos treinando e equipando as forças de segurança do Afeganistão. Inúmeros generais americanos e britânicos já declararam que haviam formado um Exército afegão mais poderoso e qualificado - promessas que hoje parecem vazias. O governo afegão deveria, em tese, ter vantagem sobre os talibãs, com mais tropas à sua disposição. As forças de segurança do Afeganistão contam com 300 mil pessoas, pelo menos no papel. Isso inclui exército, força aérea e polícia. Mas, na realidade, o país sempre teve dificuldades para alcançar as metas de recrutamento. O exército e a polícia têm uma história tumultuada, com número elevado de mortes, deserções e corrupção. Alguns comandantes inescrupulosos já se apoderaram de salários de tropas que simplesmente não existiam: os chamados "soldados fantasmas". No seu último relatório ao Congresso dos EUA, o Inspetor Geral Especial para o Afeganistão (SIGAR) expressou "sérias preocupações sobre o efeito corrosivo da corrupção... e a questionável precisão dos dados sobre a robustez atual" das forças de segurança. Direito das Mulheres Quando o Talibã governou o Afeganistão pela última vez, de 1996 a 2001, as mulheres não podiam trabalhar, as meninas não podiam frequentar a escola e todas tinham que cobrir o rosto e estar acompanhadas por um parente do sexo masculino se quisessem sair de casa. Desta vez, no entanto, porta-vozes do grupo garantem que irão respeitar os direitos das mulheres, com acesso à educação e ao trabalho – mas com a obrigatoriedade do uso do hijab, lenço que cobre os cabelos e rosto. Eles também afirmaram que as mulheres terão autorização para deixar suas casas sem a companhia de um membro homem da família. Essa mudança no discurso vem sendo apontada por especialistas em Oriente Médio como uma forma do movimento se aproximar da comunidade internacional. Estas promessas são confrontadas por Sahraa Karimi, uma cineasta afegã em Cabul, que disse à BBC sentir que o mundo havia virado as costas ao Afeganistão e temia um retorno a "tempos sombrios". A vida sob o Talibã na década de 1990 forçou as mulheres a usar a burca — veste que cobre todo o corpo, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver. Os islamistas radicais restringiram a educação para meninas com mais de 10 anos e punições brutais foram impostas, incluindo execuções pública "Estou em perigo, (mas) não penso mais em mim", disse Karimi. "Penso em nosso país, penso em nossa geração. Fizemos muito para que essas mudanças ocorressem." Freshta Karim, fundadora e diretora da biblioteca móvel Charmaghz em Cabul e defensora dos direitos das crianças, concorda. "O Talibã não mudou. Eles nos consideram espólios de guerra. Então, aonde vão, obrigam as mulheres a se casar e acho que essa é a pior vingança que têm contra nós", disse ela à BBC. "Esta é a maior guerra contra as mulheres da atualidade. E infelizmente o mundo está assistindo em silêncio", lamentou.
- Mercado, Senado e Câmara dão ultimato a Bolsonaro
Empresários fazem Centrão dar ultimato a governo Bolsonaro. Relatam que a crise sanitária atinge diretamente os planos de abertura de capital de empresas e bloqueia investimentos externos. Uma série de encontros da cúpula do Congresso com grandes empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro resultou num movimento político pela intervenção nos rumos do governo de Jair Bolsonaro. Os mais de 300 mil mortos na pandemia de covid-19 e a situação cada vez mais insustentável da economia levaram os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a afinar o discurso com o mercado. Os dois têm colocado o impeachment como possibilidade se as conversas com o governo fracassarem. As cobranças mais urgentes do setor econômico seriam a demissão dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A avaliação recorrente nas reuniões é de que Araújo atrapalha as negociações por vacinas e insumos da Índia e da China. Já Salles, que comanda a criticada política ambiental brasileira, é visto como obstáculo na relação com Washington, especialmente agora que o país mira as vacinas excedentes dos Estados Unidos. Interlocutores de Lira e Pacheco argumentam que, no caso específico, é errada a leitura de que a pressão pela troca dos dois ministros - verbalizada por eles - tenha como objetivo lotear o governo, uma demanda constante do Centrão. Ernesto Araújo demitido do cargo Criticado por sua atuação durante a pandemia, o chanceler teve a demissão pedida por deputados e senadores e, neste domingo (28), sacramentou sua saída após um atrito com a senadora Kátia Abreu (PP-TO). O ministro se reuniu com assessores próximos no fim da manhã e apresentou o pedido ao presidente Bolsonaro, segundo apurou a TV Globo. A confirmação oficial e o nome de Carlos Alberto Franco França como substituto, no entanto, só saíram no fim da tarde.
- Sarkozy: Ex-presidente francês condenado à prisão por corrupção
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a três anos de prisão por corrupção. Sarkozy foi condenado por tentar subornar um juiz em 2014 - depois que o presidente deixou o cargo - sugerindo que poderia garantir um emprego de prestígio para ele em troca de informações privilegiadas sobre um caso separado. Sarkozy, de 66 anos, é o primeiro ex-presidente francês a receber uma sentença de prisão. Seu advogado diz que vai apelar a sentença. Sarkozy permanecerá livre durante esse processo, que pode levar anos. Na decisão, a juíza Christine Mée disse que o político conservador "sabia o que [ele] estava fazendo de errado", acrescentando que suas ações e as de seu advogado deram ao público "uma péssima imagem de justiça". Os crimes foram especificados como tráfico de influência e violação do sigilo profissional. É um marco legal para a França do pós-guerra. O único precedente foi o julgamento do antecessor de Sarkozy, Jacques Chirac, que recebeu uma pena suspensa de dois anos em 2011 por ter arranjado empregos falsos para aliados na Prefeitura de Paris quando era prefeito de Paris. Chirac faleceu em 2019. Se o apelo de Sarkozy não for bem-sucedido, ele poderá cumprir um ano de pena em casa com uma etiqueta eletrônica, em vez de ir para a prisão. Sua esposa, a supermodelo e cantora Carla Bruni, reagiu descrevendo o caso como "perseguição sem sentido", acrescentando que "a luta continuou e a verdade viria à tona".





