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A transamazônica das águas: Como a logística da soja reedita a Guerra Justa
Em abril de 2026, as águas do Rio Tapajós foram palco de um embate que revela muito sobre o Brasil, mas que logo foi soterrado por manchetes mais convenientes. O terminal portuário da Cargill, em Santarém, foi ocupado por povos originários. Para o mercado, tratou-se de uma "invasão" que trouxe prejuízos e insegurança jurídica; para a história, foi uma retomada. Essa falsificação ganhou contornos de concreto e aço: o terminal que hoje escoa toneladas de soja foi erguido sobre

Denise Reis
14 de mai.4 min de leitura
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