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FOMO: Por que temos tanto medo de ficar sem saber?

Atualizado: 25 de jul. de 2025

Nos últimos meses, você provavelmente se deparou com a palavra FOMO em algum meme ou tuíte nas redes sociais. Mas, afinal, o que significa esse termo que se tornou tão recorrente na web?

Uma pessoa de cabelo longo veste um moletom cinza claro e segura um celular preto com uma das mãos, enquanto parece estar concentrada navegando em uma rede social. Seu olhar está fixo na tela, com uma expressão neutra e levemente pensativa, sugerindo envolvimento com o conteúdo que está vendo. O fundo azul claro e a iluminação suave destacam a figura sem distrações. Se quiser, posso deixar esse alt text mais informal, mais técnico ou até incluir o nome da rede social, caso esteja disponível.
Foto: Mídia do Wix.

FOMO é uma sigla que vem da expressão em inglês Fear of missing out, uma condição caracterizada pelo medo de ficar de fora de algum assunto, e também a ansiedade de estar perdendo algo. Trata-se de uma discussão pertinente quando se fala no uso excessivo de redes sociais, principalmente em um momento no qual a cultura digital se infiltra nas relações sociais.


A origem do FOMO


Ao contrário do que muitos pensam, o fenômeno do FOMO não é tão recente. O termo foi criado no início dos anos 2000, mas se popularizou apenas a partir de 2010, quando as redes sociais passaram a ter uma relevância maior no dia a dia das pessoas. Dessa forma, passou-se a notar uma mudança generalizada de comportamento com o avanço das plataformas digitais.


Conhecidos como os usuários que mais engajam nas redes, os brasileiros se destacam por sua presença marcante no meio digital. Segundo dados do relatório Digital 2024: 5 Billion Social Media Users, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais passam tempo online, com uma média de 9h13min por dia. 


Ademais, é necessário considerar os efeitos do fenômeno da midiatização, uma teoria do campo da comunicação que aborda o impacto da mídia na cultura e na sociedade, cada vez mais dependente dos meios de comunicação. A mídia deixa de ser apenas um canal de transmissão de informações, passando a moldar a forma como as pessoas se relacionam e se organizam em sociedade.

Ilustração de uma pessoa segurando um smartphone em uma mão e tocando a lateral da cabeça com a outra, cercada por três balões de fala. Um deles, no canto superior esquerdo, exibe a palavra "PARTY" com o desenho de duas pessoas brindando. Outro, no canto superior direito, mostra "FOMO". O terceiro, no canto inferior direito, traz a frase "DON'T MISS OUT" acompanhada da ilustração de uma montanha com uma bandeira no topo. A imagem representa o conceito de FOMO (Fear of Missing Out) e a pressão social para participar de eventos.
Foto: IA

Assim, a midiatização acaba por promover um ambiente no qual as regras de  visibilidade e conexão, características centrais do FOMO, tornam-se experiências comuns da vida digital contemporânea.


As consequências


Ansiedade, insatisfação e comparação constante: esses são sintomas  característicos de quem sofre com o FOMO, além da dificuldade de foco e estresse social. 


A dependência digital resulta de um excesso de estímulos ocasionados pela dopamina, neurotransmissor responsável por transmitir sensação de prazer. Quando estamos conectados, a dopamina liberada em nosso cérebro pode causar alívio e conforto; mas, a longo prazo, pode afetar nosso comportamento e provocar impulsividade.


Essa cultura se infiltra nas relações sociais e pode causar prejuízos. Por isso, é fundamental estar atento a padrões de comportamento que apontam para a dependência digital.


Como “fugir” do FOMO?


Fugir do FOMO não significa se isolar ou se desligar do mundo. Pode ser, na verdade, uma oportunidade de escapar das pressões das redes sociais, ou até mesmo um momento de reconexão consigo mesmo. Por isso,  estabelecer limites e valorizar experiências fora das telas pode ser muito enriquecedor.


Aqui vão algumas dicas para escapar das armadilhas do mundo digital:


Reduzir o tempo de tela

Evite passar tanto tempo no celular e, se necessário, use ferramentas que controlam o tempo de uso dos aplicativos. É uma dica simples, mas com efeitos siginificativos a longo prazo.


Rever o conteúdo que consome

Selecione conteúdos que realmente te representem. Lembre-se: o que é mostrado na internet não reflete 100%  a realidade. Muitas pessoas exibem uma vida perfeita que, na verdade,  não existe. Evitar esse tipo de conteúdo ajuda a manter a saúde mental em dia.


Viva o momento

Curta uma festa, aprenda um hobby novo ou faça um passeio diferente.  Faça tudo isso não para postar nas redes ou mostrar para os outros, mas por você. No fim das contas, estar vivo é se permitir experimentar os momentos que te aguardam.



Texto escrito por Alice Trindade

É graduada em Comunicação Social - Jornalismo, gosta de bons livros, cafés da tarde e sempre está em busca de novos hobbies. Atualmente, integra a equipe de colunistas do Portal Águia.


Revisão: Eliane Gomes

Edição: Eliézer Fernandes

Referências







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